Acabei de ver o vídeo do Games Rules, Pombo, e cheguei à mesma conclusão que ele: não mais.
O protagonista silencioso funcionava muito bem na era dos 8 e 16 bits, quando as limitações técnicas impediam diálogos e expressões elaboradas. Naquela época, os personagens eram mais abstratos, e o jogador preenchia as lacunas com a imaginação.
Porém, conforme os jogos se tornaram mais realistas, especialmente a partir do PS2, esse modelo começou a parecer estranho. Quando todos os personagens possuíam voz, emoções e reações, o protagonista, que apenas ficava observando sem falar nada, soava artificial.
Isso ainda funciona em algumas franquias, como Persona, onde a intenção é facilitar a identificação do jogador com o personagem. Mas, em outros casos, não.
Um bom exemplo disso são os jogos de Pokémon, nos quais o mundo está cada vez mais detalhado e realista. Todavia, o protagonista continua mudo e parado, igual a um boneco, o que cria uma sensação de desconexão.